Renovação não é ‘revolução’
O rezado companheiro de cooperativismo. Este é um dos momentos mais felizes em que me dirijo a você nos últimos quinze anos. E não é para menos. Afinal, quando vejo uma proposta de trabalho baseada na honestidade, na ética, na competência e na experiência, continuar sendo aprovada, quinze anos depois, cinco eleições depois, por mais de dois terços dos associados desta Cooperativa, sinto que esta é a comprovação de que tudo o que fizemos nesta entidade nos últimos quinze anos recebeu o apoio, a compreensão e a aprovação da maioria absoluta dos associados.
Foi isto o que ocorreu na eleição do último dia 11 de março. Mais uma vez, nos apresentamos aos cooperados para propor o prosseguimento do trabalho de reconstrução desta Cooperativa, iniciado em 1991 e que se estende até hoje, mesmo porque é permanente, é tarefa de todos os dias. Também nos submetemos ao julgamento do nosso último mandato, que, a exemplo do ocorrido nos mandatos anteriores, foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Fiscal e ratificado pela assembléia reunida no dia da eleição.
Fiquei feliz, mais uma vez, quando, na festa de posse da nova diretoria, ouvi as palavras elogiosas do nosso companheiro Plauto Diniz, que reproduziu o que presenciou em recente reunião da Faesp, quando nossa Cooperativa foi considerada a melhor do Brasil nos quesitos “remuneração ao produtor” e “produtividade”.
Fiquei contente até mesmo quando vi que a maior crítica que nos fez a chapa de oposição durante o processo eleitoral foi quanto a uma suposta falta de renovação no comando da entidade. Nada mais injusto e falso, pois renovação é o que nunca faltou desde que assumi esta cooperativa. Basta uma simples conferência de todos os nomes que ocuparam cargos na diretoria da Cooper nestes últimos quinze anos, bem como no Conselho Fiscal.
Mesmo agora, quando iniciamos o sexto mandato à frente da Cooperativa, nada menos que três integrantes desta diretoria – os associados Ivo Bonassi Júnior, Rodrigo Afonso Rossi e Jorge de Paula Ribeiro – ocupam pela primeira vez os cargos para os quais foram eleitos. E, após esta experiência, estarão aptos para, mais tarde, assumir responsabilidades ainda maiores à frente da entidade.
Ora, companheiros, quando falamos em renovação, pensamos em preparar pessoas para administrar esta Cooperativa. E competência só se adquire através da experiência. Jamais pensaríamos em colocar o trabalho de mais de 70 anos, que tantos associados realizaram para que a Cooperativa chegasse ao que é hoje, nas mãos de pessoas inexperientes, movidas apenas pela “vontade” de assumir um posto de comando. Isto não é renovação, a isto se chama “revolução”.
Agradeço, portanto, a posição adotada por mais de dois terços dos associados, que compreenderam nossas ponderações e nos levaram a mais um mandato no comando da Cooper. E convido a todos, mais uma vez, vencedores e perdedores, a darem-se as mãos para trabalhar juntos por esta Cooperativa, que está acima de qualquer sentimento de vaidade pessoal, pois é maior do que todos nós.
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