Para não perder dinheiro na lavoura, o produtor não deve plantar sem consultar a previsão do tempo
Deveria chover, mas a terra continua seca. O sol deveria aparecer, mas o solo está praticamente encharcado. As incertezas climáticas têm gerado uma série de dúvidas no produtor rural. Qual é o melhor momento para o plantio, a adubação, a colheita e a armazenagem? Basear-se na previsão do tempo é cada vez mais um papel crucial nos processos do agronegócio para diminuir os riscos do investimento.
Segundo o engenheiro agrônomo da Cooper, Márcio Nogueira de Aquino, a meteorologia pode ser um aliado econômico do cooperado. “Estamos no momento de preparar o solo e iniciar a semeadura. É o período ideal para se definir a estratégia de plantio”, diz, acrescentando que o Departamento de Assistência Técnica da Cooper pode orientar esse serviço.
Por outro lado, a agrometeorologia auxilia o produtor rural a prever variações climáticas que possam prejudicá-lo economicamente. Cada vez mais os produtores brasileiros buscam essas informações. Na empresa Climatempo, os agropecuaristas já respondem por cerca de 40% dos clientes.
“A maior procura ocorre entre agosto e outubro, período de preparo do plantio e definição da nova safra”, afirma o meteorologista Carlos Magno, da Climatempo.
As projeções permitem o correto dimensionamento, como investimentos em irrigação – que podem aumentar ou diminuir com base nas previsões de chuva, e o melhor tipo de cultura para determinada região, conforme a propensão a geadas, por exemplo.
O alto índice de acertos alcançado nas previsões de institutos de renome faz aumentar a confiança do setor agropecuário. Projeções com seis meses de antecedência oferecem cerca de 70% de acerto. Quando são feitas um mês antes, o percentual sobe para 95%. É a tecnologia auxiliando o homem do campo.
|