Temos uma expectativa positiva em relação ao ano de 2006. É certo que, em nossa atividade, a obtenção de bons resultados, que sejam duradouros, só vem através da persistência na atividade, enfrentando os momentos ruins e aproveitando as fases positivas. O que vale é a média.
Para obtermos sucesso, no entanto, cabe a nós produtores, continuar a fazer a nossa parte. E qual é o nosso papel? Grosso modo, podemos mencionar a busca incessante por agregar mais tecnologia ao processo de produção e, ao mesmo tempo, trabalhar por custos a cada dia mais “enxutos”. Essas providências aumentarão nossa competitividade no mercado, enquanto cooperativistas, e nossa lucratividade enquanto produtores. Hoje em dia, vence aquele que consegue fazer mais com menos.
De outra parte, temos que ficar atentos às ações do governo brasileiro com relação à política de incentivo às exportações e à política cambial, sendo que as duas são bastante interligadas. Nesse aspecto, continua a nossa preocupação com a prática de subsídios no mercado internacional, utilizados pelas nações desenvolvidas para dar aos seus produtores uma competitividade internacional que eles não têm.
O subsídio cria uma situação de desigualdade, pois rouba mercado de quem está empenhado em lutar por seus próprios meios para ganhar mercados, sem a “trapaça” de receber um incentivo para poder vencer a concorrência de maneira desleal. O Brasil tem de ser mais firme na defesa dos seus produtores, pois a prática de subsídio é inaceitável no mundo de hoje, um mundo completamente globalizado e interdependente. Nesse cenário, as regras do jogo precisam ser iguais e respeitadas por todos. Para que essa igualdade ocorra, os subsídios devem ser eliminados.
Em relação à política cambial, temos esperança de que em 2006 ela seja mais realista. Um dólar desvalorizado e um real supervalorizado são um desastre para a agroindústria brasileira. O problema é que a queda do dólar exerce um efeito negativo imediato sobre os preços dos produtos que vendemos – leite e derivados – mas não tem um efeito tão rápido sobre os nossos custos de produção.
Nesta nossa primeira conversa em 2006, nunca é demais abordar a questão da fé. Pertencemos a uma classe tradicionalmente perseverante e este é um dos fatores que nos mantém na atividade. Que em 2006 esta fé seja ainda mais forte, além da união em torno dos nossos objetivos comuns no campo cooperativista.
Fique certo de que esta Cooperativa continua trabalhando com muito empenho em busca dos melhores resultados e com o compromisso de que esses resultados sejam distribuídos ao conjunto dos associados.
Com uma cooperativa forte, trabalhando com os pés no chão e com os olhos no futuro, estaremos sempre à frente da grande maioria dos nossos concorrentes. Que em 2006 esta tendência se mantenha. Vamos trabalhar para isso.
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