Você vai conhecer os principais testes que determinam se o leite tem ou não qualidade para ostentar a marca Cooper
Leite Cooper é sinônimo de qualidade. E esta qualidade começa na rigorosa seleção da matéria-prima. Todo o leite que chega à plataforma de recepção da Cooper tem que estar dentro de padrões estabelecidos pela legislação de lácteos brasileira fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Do contrário, o produto é obrigatoriamente recusado pela usina e o prejuízo vai para o bolso do produtor.
A seleção começa ainda na fazenda. Antes de passar o leite para o caminhão-tanque, o carreteiro executa três testes preliminares no produto: temperatura, densidade e alizarol, que aponta se o leite está ácido. Se não for aprovado em uma dessas três análises básicas, o leite não é coletado e a Cooperativa é comunicada sobre o ocorrido.
Quando o leite chega à plataforma, entra em ação o laboratório de Controle de Qualidade da Cooper. Amostras de leite de cada caminhão-tanque, bem como todas as amostras individuais dos produtores, coletadas pelos carreteiros nas fazendas, são rigorosamente analisadas antes do produto ser liberado para a usina. São pelo menos 15 testes realizados no laboratório da Cooper. Se estiver fora dos padrões, o leite é recusado pela indústria, por exigência do SIF.
A QUALIDADE ESTÁ NAS MÃOS DO PRODUTOR
A qualidade do leite fornecido para a Cooper é responsabilidade do produtor. Por isso ele deve estar atento a todos os cuidados necessários para garanti-la. “Para que o leite chegue à plataforma dentro dos padrões, devemos cuidar para que a ordenha seja higiênica, as vacas estejam sadias e a alimentação seja condizente com a produção do rebanho”, ressalta o médico-veterinário da Cooper José Borges da Fonseca.
Segundo ele, também é fundamental que o tanque de expansão esteja devidamente regulado para manter o leite à temperatura de 4oC, com o agitador em perfeito estado e adequadamente higienizado. “Qualquer desvio dos padrões estabelecidos significa alteração do produto e, assim como a presença de outros elementos, como cloretos, antibióticos e impurezas, isto desclassifica o leite”, alerta Borges.
PADRÃO DO LEITE BOVINO AO ENTRAR NA USINA:
Densidade: 1.028 até 1.034
Gordura: 3% (mínimo)
Acidez: 14ºD a 18ºD(graus Dornic)
Extrato seco: 11,4
Extrato seco
desengordurado: 8,4
Crioscopia -0,530 (mínimo)
O QUE PODE OCORRER COM O LEITE?
Existem algumas alterações no padrão do leite cru que, muitas vezes, não são compreendidas pelo produtor, por serem muito técnicas. Conhecer essas alterações e saber que providências tomar é fundamental para evitar prejuízos, já que o leite “reprovado” não entra na usina. Veja algumas situações apontadas pelo laboratório de Controle de Qualidade da Cooper
CLORETOS POSITIVOS
No exame de cloretos o leite tem que dar sempre negativo (cloreto é sal, próprio do organismo dos bovinos, mas que não pode estar presente no leite). Se o resultado for positivo, é sinal de que há algo errado. As causas para o problema ainda estão em estudo, mas é comum a relação com mastite subclínica ou alimentação inadequada dos animais. Por esse motivo, se houver ocorrência de cloretos no leite, o melhor é procurar um médico-veterinário para iniciar uma investigação das possíveis causas do problema.
ACIDEZ BAIXA
Em geral, vem associada à presença de cloretos e, por isso, também pode ser indício de mastite subclínica. A acidez baixa ainda pode ser sinal de fraude por adição de água ou redutores químicos de acidez.
GORDURA BAIXA
O leite bovino deve ter no mínimo 3% de gordura. Se o exame der resultado inferior, vale a pena verificar se o agitador do tanque de expansão está funcionando adequadamente. Caso contrário, a gordura do leite se separa e ele acaba sendo recusado pela usina.
CRIOSCOPIA
É o exame que mede o índice de água do leite. Resultados acima de -0,530 (tais como -0,529, -0,528 e assim por diante) significam adição de água. Resultados abaixo de -0,560 (como -0,561, -0,562 e assim por diante) podem indicar problema de congelamento do leite no tanque de expansão. Nesse caso, é preciso regular o equipamento. Resultados de crioscopia baixa também podem indicar adulteração do leite por reconstituintes.
ANTIBIÓTICOS
Esse exame também tem que dar sempre resultado negativo. Se for positivo, é sinal de que o produtor mandou para a Cooperativa leite de vaca em tratamento com antibióticos, o que a legislação não permite. A carência a ser respeitada para as vacas medicadas com antibióticos é de 96 horas, em média, ou pelo período indicado na bula do medicamento. Deve-se ressaltar que todo o leite da vaca tratada precisa ser descartado no período de carência e não pode ser mandado para a Cooperativa. Não adianta separar apenas
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