A confirmação de pelo menos cinco casos de febre maculosa no estado do Rio de Janeiro, um na cidade de São Paulo e pelo menos mais dois em Queluz, no Vale do Paraíba – todos no mês de novembro, inclusive com vítimas fatais –, deixou a população em alerta.
A febre maculosa é uma doença causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que é transmitida pelo carrapato-estrela, parasita encontrado em animais silvestres como capivaras e antas, mas que também pode infestar cavalos e seres humanos.
A doença é facilmente confundida com outras enfermidades como meningite, sarampo e leptospirose e só pode ser confirmada por exames de laboratório. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode ser fatal. As mortes por febre maculosa ocorrem em 80% dos casos.
O carrapato-estrela, transmissor da doença, leva um ano para se tornar adulto. As larvas são conhecidas como micuins, ou carrapatos-pólvora, e se aglomeram em bolos nos pastos e sobre folhagens, o que facilita a sua identificação. O parasita atinge a idade adulta entre os meses de outubro e março, e nesta fase pode permanecer por até dois anos no solo à espera de um hospedeiro.
O contágio do ser humano acontece quando um carrapato-estrela infectado permanece por mais de quatro horas fixado na pele do indivíduo, alimentando-se de seu sangue. Por isso, no meio rural, principalmente onde há infestação desta espécie de carrapatos, algumas medidas preventivas devem ser adotadas.
Os sintomas da febre maculosa aparecem após um período de incubação de dois a 14 dias e incluem mal-estar e febre alta, que sugerem uma gripe muito forte. Em seguida, surgem manchas avermelhadas (máculas) nos pulsos, tornozelos, palmas das mãos e solas dos pés. Havendo suspeita da doença, o médico deve ser imediatamente procurado.
|